Hoje o ‘amigos viajantes e viajados’ vem em dose dupla (ou tripla, com participação especial da Marie!): o guia é meu e da Lissa! =)
O evento, que comemora os 30 anos de sonhos de plástico, fica num casarão incrível em Santa Teresa, com uma vista absurda do Rio (ainda mais com o dia lhiiindo que fez no sábado!). Com curadoria da Erika Palomino, a exposição está super bem montada e desperta mil desejos – eu e Lissa ficamos com vontade de levar tudo pra casa! Cada quarto conta um pouquinho da história da marca: há os próprios calçados expostos, as caixas, os comerciais antigos… Fica nítida a impressão de que tudo foi feito com muito carinho e cuidado, dá até dó de saber que fica só até dia 15 e que depois tudo vai ser desmontado!No final ainda há uma ‘mini-fábrica’, que dá Melissinhas de brinde aos visitantes! Uma coisa!
- outro passeio que fizemos pelo bairro, bem próximo ao evento, é ao brechó Eu amo vintage. Acompanho o site/blog há um tempo e sempre quis conhecer, e dessa vez conseguimos (confesso que nos perdemos um pouco pelas ruazinhas confusas de Santa Teresa, mas no fim deu tudo certo!). Quem nos recebeu superbem (com mate gelado e tudo!) foi a Débora, vendedora simpática e atenciosa. O brechó, queridinho de descolados e celebridades mais alternativas, tem um acervo bem selecionado e fica num bonito casarão, no caminho do bonde. Tudo no espaço é cuidado em cada detalhe, em cada objeto retrô, em todo cantinho. Também tem um gato preguiçoso que faz companhia na nossa garimpagem e exposições itinerantes que se alternam no banheiro. Eu saí de lá super feliz com uma graça de jaquetinha!
- outro passeio que fizemos no próprio sábado foi na Tijuca: a feirinha da praça Saens Pena. Como toda boa feira de artesanatos, tem de um tudo: muitas opções de barraquinhas com bolsas, sacolas, obejtos de decoração etc. Para voltinhas descompromissadas!

Ainda fiquei mais um dia por lá, e fizemos um passeio tão tão tãaao legal que vai ganhar um post próprio, para outro dia!
Lissa, esqueci de algo? ;*
Estarei nos próximos dias na cidade maravilhosa, viagem aguardada há tempos por vários motivos: matar a saudade de Lissa e Cami, duas pessoas das mais queridas de mi corazón, ver o evento da Melissa e testemunhar como é o Rio com sol, já que a previsão do tempo jura que vai ter temperaturas elevadíssimas e não vai chover, sorte que eu não tive das outras vezes em que passei por lá!
Já adianto que voltarei cheeeia de dicas ótemas para cá, porque a Lissa é uma fofa e preparou um roteiro increíble para mim =)
Para inspirar: mil links sobre o evento da Melissa que andei colecionando por aí, para ter muito o que ver e adorar!
- Exposição Melissa Eu! comemora os 30 anos da marca, no M&M Online
- Melissa comemora 30 anos com exposição no Rio de Janeiro, no Uol Estilo
- Exposição no Rio: Melissa 30 anos, em álbum no Uol
- Expo Melissa, no Petiscos
- Melissa EU! e Festa da Melissa (com mointas fotos!), no favorito Agora que sou rica
Tudo o que vi por aí de mais relevante que está acontecendo no nosso point predileto na América do norte!
* Gisela Gueiros, do Táxi Amarelo, sempre nos conta tudo de mais interessante que acontece por lá: de tudo um pouco (miscelânia de algumas coisinhas que ela andou vendo por lá), papai noel (árvore do Charlie Brown, cute!), abre-te sésamo (com suas dicas em Williamsburg, onde ela mora), portunhol (sobre o festival de cinema que acontece entre 5 e 13 de novembro), altura (sobre cruzar a ponte de Williamsburg a pé, linda!), halloween (e suas mil versões de abóboras) e brooklyn em são paulo (sobre o projeto ponte brooklyn-pompéia, com shows de bandas de lá, aqui);
* Tereza, do ótimo Fashionismo, continua sua saga novaiorquina e nos dá dicas imperdíveis em Outlet Woodbury e Badalando em Nova York;
* o portal Taste, sempre com muito bom gosto (rá!), também tem boas matérias sobre NYC: básico com estilo, sweet tooth (sobre a Billy’s Bakery, fofa!), composição dinâmica (sobre o New Museum of Contemporary Art) e jardins supensos (com o belíssimo High Line Park);
* e nossos blogs top-favoritos de street style também dão seus pitacos: Garance Doré acaba de aterrisar na cidade, e Scott Schuman (seu namorado e dono do bombado The Sartorialist) também dá uma boa dica de achados vintage na cidade. Para ficar de olho!
’só se vê bem com o coração – o essencial é invisível aos olhos’
A famosa frase, dentre tantas outras do livro ‘O Pequeno Príncipe’, de Antoine Saint-Exupéry, agora poderá ser vivenciada em exposição na Oca. Eu, que não sou candidata a miss nem nada, também o tenho entre meus favoritos da cabeceira, e não vejo a hora de ir lá ver de perto seu mundinho!
O livro, o terceiro mais vendido do mundo (só perde para a Bíblia e o Alcorão!), ganhou exposição no Ibirapuera, que, até o dia 20/12, reproduz o universo do princepezinho e tudo o que faz parte de sua história. Estão lá os planetas que ele visita, a rosa, os personagens excêntricos e até áreas interativas, para voltar a ser criança e desenhar seu carneiro!
Como disse, ainda não pude conferir in loco (quero muito!), então não tenho detalhes muito específicos a respeito, mas separei alguns links para quem se interessar. Fiquei ainda mais apaixonada ao saber que o ingresso é é em forma de bilhete de avião (quão lindo é isso, gente?!). Bon voyage!
Exposição na Oca sobre “O Pequeno Príncipe” , videocast na Folha Online
Pequeno Príncipe leva magia à Oca, no M&M Online
“O Pequeno Príncipe” na Oca, no Catraca Livre
Encanto visível aos olhos, no radar55
+ O Pequeno Príncipe na Oca
Quando: de 22 de outubro a 20 de dezembro
Onde: Oca (Parque do Ibirapuera, s/n, Portão 3, São Paulo)
Ingressos: R$ 18 (R$ 9 para estudantes e professores com identificação da instituição)
Informações: OPequenoPríncipe.com
E no último domingo pude conferir outro passeiozinho trés français que queria há tempos: o ciné-club no Reserva Cultural. O evento, em parceria com a Aliança Francesa e a Fnac, reserva um domingo por mês para apresentação de um filme francês + café da manhã, por apenas R$5!
O petit déjeuner é comme il fault: um croissant, um pain au chocolat e um café ou suco para acompanhar, a partir das 10h. Às 11h tem uma breve apresentação dos organizadores sobre o evento e sobre o filme. Este ano ainda tem mais um: ‘Persépolis’, no dia 29/11, animação baseada na HQ de Marjane Satrapi (que eu pude assistir no London Film Festival com presença da própria Marjane, imperdível!).
E para quem já é fã do evento e temia que isso fosse só por causa do Ano da França no Brasil, boas notícias: o ciné-club vai continuar no ano que vem, a partir de março! Bom motivo para levantar mais cedo no domingo, hein?
+ Ciné-club Literatura e Cinema
Quando: sempre no último domingo do mês, o próximo será no dia 29/11
Onde: Reserva Cultural (Av. Paulista, 900)
Horário: café da manhã a partir das 10h, filme às 11h
Ingressos: R$5
Informações: Ciné-club
E mais um francês está em exposição por aqui: Christian Lacroix, estilista mestre na alta costura e com trajetória das mais influentes na moda do século XX, tem retrospectiva na Faap. Christian Lacroix – Trajes em cena traz seus croquis, muuuitas peças suas (absurdas de tão lindas!) e um pouco de sua história, mostrando como ele transcendeu os limites da moda e transformou seus desfiles em verdadeiras obras de arte em movimento.
A exposição está em cartaz desde agosto, mas como costumo deixar tudo para última hora, tenho que ir esta semana sem falta, já que fica em cartaz só até domingo, 01/11. O melhor? Entrada gratuita! Sem desculpas, hein?
Christian Lacroix, site oficial (em francês)
Trajes em cena, no Minas de Ouro
Lacroix por Tati Bo, na Liliane Ferrari
+ Christian Lacroix – Trajes em cena, na Faap
Quando: de 24 de agosto a 1º de novembro
Onde: Museu de Arte Brasileira da FAAP (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis)
Horário: De terças a sextas, das 10h às 20h
Sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h
Ingressos: entrada franca
Informações: Christian Lacroix – Trajes em cena
*UPDATE
Daniel Cariello, do Chéri à Paris, escreveu um post sobre os ‘renegados’ – projetos e eventos que não passaram pelo crivo da comissão do Ano da França no Brasil (ou seja, não poderemos contemplar), como o grande príncipe, já crescido e ébrio. Uma pena (ou não, haha). Clica que vale a pena!
Como eu já contei aqui, Lissa é uma lindeza na minha vida. Amiga querida, sempre me manda diquinhas para postar no GPS, coisas fofas que viu por aí e lembrou de mim, achados espalhados e muito, muito carinho ;*
E o repeteco da sua presença na minha sessão top-favorita do blog é para falar de PARATY, uma cidade tão doce quanto ela. Era para termos ido juntas para lá há pouco de mais de um mês, mas acabou não dando certo. E, para não me deixar tãaao tristinha assim, ela resolveu escrever este guia aqui sobre a cidade, para nos dar um gostinho de ‘quero ir para lá agora’. Desejo que eu pretendo realizar muito em breve, aliás. E, se possível, com ela ao meu lado =)
“ Quando decidi ir ao ‘5º Paraty em foco’, a 1ª pessoa que pensei em convidar foi a Nath. Não só porque ela também ama fotografia; mas, principalmente, porque Paraty é a cara dela: respira arte, tem uma atmosfera simples mas encantadora e acima de tudo, é charmosíssima. Nath seria uma belíssima companhia pra essa viagem – que acabou não rolando dessa vez. Por isso, decidi fazer esse mini-guia – na esperança de que ela (e todos que lerem) consiga embarcar pelas linhas e imagens abaixo! ;)

Artesanatos
Paraty é lotado de lojas lindas de artesanato + peças de decoração e coisinhas pra casa! Uma mais linda que a outra.
Posso indicar uma (onde fiz umas comprinhas!), mas tem vááárias outras muito bacanas!
Terracota Interiores (tem duas):
Rua da Lapa, 11 e Rua Samuel Costa, 01 – Centro Histórico
Café Blend
Um dos mais novos da cidade, aberto em 2007, fica em um casarão todo reformado, um charme!
O preço é um pouco salgado, mas acho que vale a pena sentar lá e tomar um lanchinho. O lugar é mesmo uma graça!
Rua Comendador José Luiz, 247.
Pastelonni
Se bater aquela fominha e você não tiver afim de gastar muito, super indico o pastel de 30 cm: muuuito recheio e um preço bem honesto – R$7 em média.
Endereço: Na cabeceira da ponte – Centro Histórico
Galeria Zoom
Uma galeria de arte, localizada num sobradinho super fofo e aconchegante!
Até 29 de novembro vai rolar a exposição do maravilhoso fotógrafo Thomaz Farkas! Vale muito a pena dar uma conferida.
O espaço é bem bacana e rola exposições o ano inteiro!
Rua do Comércio, 5 – Centro Histórico

Doces de Rua
Em Paraty, você também vai esbarrar com várias carrocinhas de doces caseiros pelas ruas! Bolo de aipim, cocada, pé-de-moleque e por aí vai… delícia! :)
Bombom da Maga
Paraty tem mil e uma lojinhas de doces! A dúvida era: em qual entrar? Na “Bombom da Maga” tem um painel com fotos de vários famosos… pronto! deduzi que era bom! rs E era mesmo :)
Ótimas trufas, bombons e muitos tipos de doces de leite! Hummmmmmm ;)
Rua da Matriz, 10 – Centro Histórico
Apesar d’eu ter falado somente do Centro Histórico de Paraty, se engana quem pensa que seus atrativos só se concentram por lá.
O lugar de arquitetura colonial preservada é, sem dúvida, um de seus grandes encantos, mas a charmosa cidade oferece muito mais!
Para quem se animar: site oficial da cidade
Ah!! E para acabar de vez com a dúvida: Paraty é com y ou com i?
Beijo e boa viagem ;* “
Mais coisinhas:
- mais belíssimas fotos de Lissa, num álbum especial (clica clica clica!)
- Paraty oferece história e lazer; veja destaques do caderno de Turismo
- Sem fala, peça de bonecos emociona em Paraty (RJ) e SP
- Com fiorde e mata atlântica, Paraty (RJ) investe no ecoturismo
- Serra de Paraty (RJ) guarda cachoeiras, alambiques e boa comida
E beijos apertaaaados para Lissa, Paraty, para todos ; ]

Como este blog não é só de bons lugares para visitar mas também de boas ideias encontradas por aí, encontrei uma ótima que achei bacana dividir por aqui: bazares entre amigas!
Como a moda agora é ser sustentável e adepta do consumo consciente, que tal ainda aliar isso a uma tarde divertida e com presentes? Sim, porque se a ideia de bazar é entre amigas e há trocas de roupas, acessórios e etc, você se desfaz de algo que estava encalhado no armário e ainda ganha uma coisa que, para você, vai ser novinha e ainda muito usada, tipo presente mesmo!
Fora o alívio de abrir espaço no guarda-roupa e dar uma arejada nas inspirações incluindo aquisições - talvez nem tão novas assim, mas ainda com muito tempo de vida útil!
Para inspirar:
- Tudo o que você precisa saber para entrar na onda do bazar entre amigas, na Elle
- Para fazer em casa: swap party, na Criativa
E como ninguém é de ferro, guloseimas saborosas para acompanhar a tarde de tricô, trocas e diversão: cookies de chocolate e coco :9
Lembro que minha ‘primeira vez’ foi há sete anos: eu e Ale, companheira de aventuras cinematográficas, fomos assistir ‘Eu fui a secretária de Hitler’ no Cinesesc. Estava no colégio ainda, mas fomos à tarde, depois das aulas. E daquele dia em diante eu prometi a mim mesma que jamais perderia uma edição.
Promessa não cumprida, já que perdi duas desde então: em 2007, quando estava morando em Londres (mas aproveitei para participar do London Film Festival, só para não ficar tão por fora), e ano passado, que estava correndo louca com trabalho, mil aulas e compromissos, e nem vi essas duas tão aguardadas semanas passarem (shame on me!).
Mas amanhã começa a 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e este ano eu pretendo me redimir e seguir meu tão adorado ritual: pegar o Guia da Folha especial sobre o evento fresquinho na sexta-feira, ler tooodas as sinopses com calma, fazer pré-seleção dos filmes que quero ver, e então ir agendando de acordo com disponibilidade, localização, horário e budget.
Dicas de insider?
* escolher sempre os filmes que não têm previsão de estreia no cinema (a esmagadora maioria dos mais de 400 que costumam ser exibidos), já que os que entrarão em circuito poderão ser vistos com mais calma depois. Para não cair em roubadas? Ficar de olho nos comentários dos especialistas espalhados nos guias de jornais e sites, já que costumam oferecer boas opções para analisarmos o que é mais nosso estilo e o que definitivamente não é.
* mas, se se objetivo é mesmo assistir a um dos filmes mais badalados, vá preparado para ingressos esgotados rapidamente – a sugestão é comprar com antecedência.
* ficar de olho em lugares que têm exibições gratuitas. Não sei como está nesta edição porque ainda não pude avaliar com calma, mas das outras que lembro havia o MIS, o Cine Olido, o Centro Cultural São Paulo e o vão do MASP, para citar alguns.
* também prestar atenção às trocas de horários e sessões, e ser paciente com os atrasos (confusões desse tipo ainda são muito comuns, infelizemente)
* carregar sempre uma garrafinha de água, uma guloseima prática e muita, muita disposição. Porque o mais bacana é escolher um lugar e assistir a umas três sessões, se possível!
* para já ter um gostinho: matéria no Taste e Ilustrada de hoje – Incidentes de última hora são rotina na Mostra de Cinema e Incertezas sobre patrocínio rondam a Mostra de Cinema, que começa amanhã (me deu um aperto no peito saber que mil confusões quase impedem o evento de ser realizado!)
* para minha alegria: Ale volta a morar em Sampa depois de quase um ano fora e vai me fazer companhia, =D
beijos a todos e bons filmes!
Carolina Pezzoni é jornalista e formada na Cásper, como eu. Nos conhecemos em meados de 2005 (é isso?!) através de Tati, amiga querida em comum, e desde então criamos um vínculo daqueles bons de se cultivar, que não queremos que sumam jamais com o tempo. Uma das pessoas mais doces e lindas que eu conheço, inteligentíssima, curiosa, bem informada, bem humorada e com um coração maior que tudo. Temos mil gostos em comum, afinidadades deliciosas e muitas, muitas histórias para contar - de jogos universitários, de viagens pela Europa, de tricôs em cafés aqui, ali, acolá. De filmes, livros, discos. De guarda compartilhada da Gabriela, de passeios turísticos no velho mundo, de aprendizados de línguas, de experenciar novas culturas e, acima de tudo, de termos um olhar parecido com o mundo ao redor: curioso, generoso, apaixonado. E eu achei que seria fácil escrever este textinho porque a Cá é uma das pessoas que mais amo no mundo, mas não é: acho que é mais difícil falarmos sobre uma pessoa quando ela é assim tão próxima da gente, né?
Pedi para ela que ela escolhesse qualquer lugar que quisesse para falar aqui – onde mora, já morou ou alguma das suas inúmeras viagens por aí. E ela escolheu um vilarejo na Itália que roubou meu coração – não sei se já confessei isso aqui, mas apesar de ter nascido em São Paulo e ser super ‘big city gal’, os lugares que mais amo conhecer quando viajo são esses: vilarejos ermos, distantes e pouco habitados, cheios de histórias antigas e paixões que atravessaram muitos, muitos séculos de serenatas. Acho que por serem assim tão distantes da minha realidade, são os que mais me fascinam. E agora a Carol veio fascinar vocês também =)
“Em San Gimignano, são bem-vindas as ilusões mais doces
Toda vez que acesso este blog é um sofrimento. Chega a beirar a tortura psicológica. Para quem estranha o exagerado comentário, no entanto, tenho uma boa explicação: as escolhas da autora, minha amiga itinerante (em um esforço para definir personalidade tão vibrante), provocam meus desejos mais profundos no que diz respeito à vida e o que ela carrega de mais estimulante. Gps: i love you confronta-me com meus interesses preementes, da música e das artes às viagens distantes. Atiça meus impulsos, a um ponto que me faz querer sair correndo – pois caminhando não bastaria –, entrando em museus, tomando sorvetes, sorrindo para crianças na rua, comprando flores, registrando cenas românticas, assistindo a todos os filmes em cartaz, enfim, abraçando o mundo.
Como não tenho inclinações masoquistas, tentei resistir, sempre tento. Porém, a todo momento em que estou conectada, a apenas um clique do blog, acabo sucumbindo à tentação (herança de Eva, penso conformada) e aqui me surpreendo mais uma vez, passeando os olhos sôfregos pelos posts, procurando registrar cada imagem, cada referência, preocupada em não deixar nenhuma dica escapar.
Este longo desabafo sentimental se justifica para explicar qual não foi a minha aflição quando a autora, capciosa, Nathalia, me propôs uma tarefa: selecionar no mundo um lugar caro a mim e sobre ele escrever um artigo qualquer. Como se fosse simples, pois, vos digo, além da ansiedade já destacada, sou também muito nostálgica. É assim desde o início de nossa amizade: ela insiste em me fazer lembrar as coisas boas vividas. Aquele café com caramelo na Inglaterra, a tal garotinha que conhecemos, o parque em que passeamos, o romance que virou história. Apesar disso, resolvi que era hora de tirar o pó do caderninho de viagem e resgatar dali ao menos um destino especial.
Finalmente, depois de uma bela viagem de trem mais ônibus pelas paisagens toscanas, cheguei à bela San Gimignano, província de Siena, inscrita no topo das colinas da região central da Itália. Contrariando o conselho dos amigos, que defendem que lá impera o tédio, resolvi passar ao menos um dia para chegar às minhas conclusões. Entendi que ter ou não algo para fazer é relativo. De fato, em San Gimignano, o tempo passa mais devagar. Se fosse no Brasil (apesar de eu achar essas comparações uma bobagem), seria, nesse quesito, algo próximo de Parati, no Rio. É um lugar onde se ganha tempo ao observar as janelinhas dos casebres de pedra e imaginar quem vive ali e o que imagina quem vive ali e assim por diante.

Perto da hora do almoço, depois abrir o apetite vagueando pelas ruas de pedra, onde há várias mercearias com iguarias típicas da região, como o queijo de ovelha ou pecorino, o famoso biscoito de amêndoas cantuccini, perfeito para degustar com Vin Santo (vinho de sobremesa, característico da região da Toscana), massa caseira de macarrão à base de azeitonas, polenta para preparar com frango (a receita alla cacciatora), decidi fazer a minha refeição em uma osteria, em que provei bruschettas como aperitivo, sopa como prato principal, acompanhados de meia garrafa de vinho da casa. Troppo convenzionale! Uma sugestão é aliar a degustação de pratos típicos e a vista do horizonte, são cerca de 13 majestosas torres ao redor, além das colinas cobertas de vinhedos, em um dos restaurantes ao ar livre, situados em belíssimos terraços suspensos.

Com uma estrutura quase inalterada desde a Idade Média, quando prosperou como rota de peregrinação entre Roma e o norte europeu, San Gimignano, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, é rica em obras de arte. Só para citar algumas, o interior da igreja Collegiata, na Piazza del Duomo, é repleto de afrescos do século 11; no pátio ao lado, uma galeria abriga Anunciação, de Ghirlandaio, concluída em 1482; e o Museu Civico, visitado pelo poeta Dante em 1300, apresenta a Maestà, de Lippo Memmi. Cercada por uma muralha medieval, a vila é pequena e, portanto, permite uma cuidadosa visita a todos os pontos turísticos em até dois dias. Se houver tempo para passar a noite, o B&B La Mandragola é uma deliciosa opção, e não muito custosa.

Para o deleite de quem não dispensa souvenirs ou mesmo compras mais sofisticadas, a vila é plena de lojinhas pitorescas, que oferecem a cerâmica tradicional da região, entre outros produtos artesanais, confeccionados por habilidosos artistas e modistas. Em um rápido giro no centro, selecionei Dulce sin fundo, pelo nome atrativo e pelas lindas peças de vestir, como o reduto irrestível.

A uma altura da tarde, escolhi um banquinho e fiquei alternando a atenção entre a minha leitura, pensar na vida e assistir a duas italianinhas brincando incansavelmente de faz-de-conta, enquanto vira e mexe levavam broncas dos pais cansados dos gritinhos estridentes. Não sei se pelo canto contínuo das cigarras ou se pelo visual bucólico e monocromático, em tons de terra, corpo e mente assumiram um ritmo mais lento e me deixei carregar pelos bons pensamentos. Tolstói morreria de inveja. Durante todo o trajeto, ficou faltando apenas merecer uma noite fresca de primavera nessa encantadora vila medieval. Um lugar rico em experiências essenciais, San Gimignano é sobre escolher o banquinho certo para se acomodar.”

Maiores informações também aqui:
- breve histórico do local no Wikipedia + centro histórico
- San Gimignano, la città dalle belle torri
- centro histórico de San Gimignano, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO
- portal de hospedagem na cidade
- o clima medieval de San Gimignano, no Estadão
- San Gimignano, a Manhattan da Idade Média (haha, adorei!)
E um beijo especial para Carolzita, daqueles beeem apertados e cheios de amor sem-fim, para agradecer pelo texto lindo-lindo, pelas belíssimas fotos (não consegui escolher!) e pelo carinho infinito, sempre. =*
Para começar bem a semana, inspirações parisienses =)
* Manuzita, minha alma-gêmea que está morando em Paris há mais de ano, me enviou o link da matéria completa sobre os hot spots favoritos de Sofia Coppola na cidade, que eu já tinha citado aqui e aqui. Mas clica no da Manu que é supercompletinho, e porque tudo que vem dela sempre vale a pena!

* Paris Breakfasts continua sua saga pela capital francesa (que eu já tinha citado aqui): a autora faz mil perguntas sobre a obsessão por macarons, e agradece todas as respostas em outro post, criando um verdadeiro dossiê sobre o tema. Para ler comendo alguns de framboesa com chá de hortelã! :9
+ ainda no mesmo blog, um post especial sobre o estilo de cabelo das parisienses (devo confessar que fiquei meio jujuba de saber que elas usam o cabelo mais compridinho em vários penteados, porque eu estou a dois passos de passar a tesoura nos meus e deixar à la Alexa Chung. mas tudo vale como referência, néam?)
* o SPTV começou ontem uma série em homenagem ao Ano da França no Brasil: serão cinco programas, sempre aos sábados, falando um pouco da cultura francesa, com foco principal na gastronomia: intitulados “Cozinha francesa popular”, vão, a cada episódio, trazer um prato típico ‘desmistifcado’, até formar uma refeição completa no final - entrada, acompanhamentos, prato principal e sobremesa. Na primeira edição, a entrada é o conhecido foie gras (que eu, particularmente, odeio), mas feito com fígado de galinha, para bolsinhos mais humildes. Além da receita, há dicas de alimentação (por que os franceses não engordam?!) e até de francês! Achei bem feitinho e super bacana. Para quem não pode ver na tevê, dá para assistir no portal do jornal. Bon appètit!
* o Petiscos anda postando diquinhas cada vez mais quentes sobre nossa cidade favorita: tem compras nas três principais galerias de Paris, tem expo das capas de Vogue na Champs-Élysées (existe capital mais fashion para hospedar a Vogue?!), restaurante-achadinho para comer falafel e houmus (umas das coisas que mais amo no mundo!), mostra com uma série de filmes e curtas gravados pelo fotógrafo Guy Bourdin entre as décadas de 60 e 80, até dia 30 de outubro, e o lugar para quem quiser tomar um clássico sorvete Berthillon sem pegar filas. Ufa!
Como a maioria dos viajantes, um dos meus maiores medos (pavor!) é ter minha mala extraviada. Sempre fico angustiada na esteira nos longos minutos em que ela demora para aparecer, imaginando se minhas roupas favoritas, minha necessaire com produtinhos indispensáveis e pertences mais queridos foram parar na Sibéria.
E é por esse motivo que adorei esta idéia, que li no gnt, sobre uma “rastreadora de bagagens” (clica que vale a pena!).
Além da curiosidade natural de saber o que as outras pessoas acham indispensável carregar a tiracolo quando viajam por aí, acho bacana a idéia de, quem sabe um dia, ter de volta em mãos o que realmente você tinha no início, e não apenas um prêmio-consolação do seguro da companhia aérea (que, vamos combinar, nunca vai resgatar suas coisinhas).
Eu sou meio suspeita porque sou super caracol, do tipo que se pudesse levaria a casa inteira nas costas. Mas, aos poucos, estou aprendendo a ser mais desapegada e, sempre que possível, levar só a bagagem de mão mesmo. Afinal, nada como o alívio de sair direto do voo tendo em mãos tudo o que tinha quando entrou – sem arranhões nem perdas, e, se tiver sorte, com alguns ganhos de viagem, perhaps.
Para ler também:




