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Surfando em sofás alheios

21 maio, 2009
Saindo um pouco da esfera bairrista e antes de entrar nos diários de bordo, vale a pena fazer uma pausa para introduzir o CouchSurfing. Já vi matérias sobre o site em alguns veículos tupiniquins, como Vida Simples, Viagem e Turimo, Gloss e até na Veja, mas, apesar de parecer algo novo, já faz um tempinho que está rolando. Eu, pelo menos, estou cadastrada no serviço há três anos.

O site funciona como uma rede relacionamentos (como orkut, facebook e afins), mas com propósitos mais nobres do que apenas fazer/manter amizades, conhecer pessoas e deixar ‘a paquera rolar solta’ <locutor da Globo mode on>. Não que não haja amizades e até namoros que por lá começaram, mas o foco é outro: possibilitar troca de experiências, histórias e, principalmente, sofás, entre viajantes do mundo. Quem me indicou foi Manu, amiga querida e com alma de borboleta como eu, e me inscrevi quando os planos de morar fora ainda eram um sonho distante.

O esquema funciona da mesma forma que as redes citadas acima: você cria seu perfil, adiciona amigos, deixa testemunhos, publica fotos etc. Mas o mais bacana é que o site é formado, majoritariamente, por jovens dispostos a conhecer novos lugares e compartilhar culturas, num legítimo intercâmbio de informações e vivências. Não digo que todos os cadastrados são 100% confiáveis e que nada de ruim possa acontecer, afinal, não dá para prever esse tipo de coisa em situação nenhuma. Já soube de gente que caiu em roubada, que ficou em sofás não tão legais, ou hospedou gente que não era tão bacana e coisas do tipo. Mas eu, felizmente, só tive experiências satisfatórias.
 
O meu sofá tem almofada de bolacha recheada, bolsa de água quente com estampa de zebra e vista pra rua! E o seu?!

O meu sofá tem almofada de bolacha recheada, bolsa de água quente com estampa de zebra e vista pra rua! E o seu?!

Pude utilizar o serviço em Berlim, Lisboa e Granada. Quem iria me hospedar em Lisboa era uma holandesa fofa que morava com dois portugueses. Mas, antes de ir para lá, eu iria passar o fim de semana na cidade alemã e, por ironia do destino, ela também estava lá e me apresentou à moça que a estava hospedando, e que acabou me acolhendo também. Já em Granada fui recebida por outra alemã querida também, que estava estudando na universidade local e aprendendo espanhol. Na Europa é muito comum ser um ‘couchsurfer’.

O mais legal da experiência não é nem a economia, porque, no fim, acabamos fazendo um ou outro agrado ao nosso anfitrião. Eu dei livro, fiz compras e paguei drink, essas coisas, para mostrar gratidão, que no fim acabam saindo quase o mesmo preço de um albergue ok em cidades européias. O que acredito ser o mais incrível é você poder viver a cidade como um insider mesmo. Conhecer os habitantes locais, fazer programas típicos de quem vive na região, e sentir o destino como se morasse mesmo lá, ainda que seja apenas por alguns dias. Minha experiência mais forte nesse sentido acabou sendo em Lisboa mesmo: fui ao mercado, conheci amigos da minha anfitriã e comi o melhor bacalhau com batatas que já provei na vida, feito por quem? Um português!

Atualmente, meu perfil no site não permite hóspedes, já que moro com meus pais e meu irmão e haveria pouca privacidade. Mas estou aberta para passeios, para mostrar a minha paulicéia para quem estiver disposto a conhecer. Topa se jogar nesse sofá? ; ]
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