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art attack!

24 junho, 2009
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“Quando eu era pequeno, eu não tinha brinquedo, mas nem por isso eu deixei de brincar. Purê de batata pra mim, era massa de modelar; um prato, era uma tela, o molho era a tinta. Aí, a brincadeira virou arte, que hoje é vista no MoMA, no Metropolitan, na Tate, na Reina Sofia, no Pompidou. E seu meus pais tivessem me enchido de brinquedos, onde eu estaria?”

nuvem

Esse é o texto de Vik Muniz no comercial da Nextel. E ele diz muito sobre Vik, não apenas como artista, mas como pessoa. Uma pessoa que foi capaz de ultrapassar os limites do que é considerado arte e trabalhar com materiais inusitados, como poeira, cinzas, arame, lixo, comida. A primeira vez que reconheci seu nome foi do lado de fora de um museu em Lisboa, em letras garrafais. Me deu um click e eu sabia, sem saber como, que ele era brasileiro, mas não lembrava exatamente de onde tinha vindo essa informação gravada na minha memória. Hoje percebo que deve ter sido de ver seus trabalhos mais comerciais, como a famosa capa do CD dos Tribalistas.

Após ler uma matéria (ótima!) com ele na Revista Poder de março, fiquei ainda mais fascinada com sua história e trajetória de vida. Havia uma mostra dele no MAM do Rio, altamente recomendada pela querida Lissa, e que chegou aqui no MASP há dois meses, mas só consegui ir ontem.

A maior mostra do artista reúne 131 obras, que representam seus trabalhos mais importantes (para quem gostar muito, como eu, vale dar uma pesquisada melhor depois, porque achei muuuito mais coisa na internet).

Eu, que já tinha sido atraída pelo seu carisma e caminho trilhado, fiquei completamente hipnotizada pelo seu trabalho, talento e humanismo. De pegar coisas simples e prosaicas e transformá-las em outras incrivelmente lindas, impactantes, absurdas. E acessíveis – que é o que mais encanta, tipo pop art, uma das minhas manifestações favoritas. Ele reconhece que um trabalho não se faz sozinho, que uma obra só é completa com o reconhecimento do público, com sua interação. E essa humildade torna tudo ainda mais próximo do nosso mundo.

Acho que poucas vezes olhei para o trabalho de um artista e fiquei tão impressionada com seu talento, pensando “essa pessoa nasceu pra isso. Ela veio ao mundo para nos mostrar essa arte, para nos fazer ver isso, enxergar além”. Ontem aconteceu isso, comigo e com Júlio. Saí de lá pensando em tudo na minha vida que eu poderia transformar para ser mais artístico e mais belo, tocar mais pessoas, transformar o mundo. Com palavras, imagens ou flores. Com amor.

 

+ maiores informações:

Site oficial de Vik Muniz

Arte Original chega a São Paulo

Viva Vik

Vá no Vik

 

A mostra “Vik” fica em cartaz no MASP até dia 12 de julho. Lembrando que de terça-feira a entrada é gratuita. Imperdível!

Av. Paulista, 1578

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