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chi-chi-chi-le-le-le

6 julho, 2009
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O primeiro texto dedicado ao Chile vai ser recheado das impressões que pudemos colher do país, das pessoas, da cultura, do clima.

A primeira visão que tivemos, ainda do avião, foi da imponente Cordilheira dos Andes. Se o tempo não estiver muito bom ela fica encoberta, mas tivemos a sorte de, pelo menos no primeiro dia, ela estar ali, bem visível, linda e coberta de neve. Onipresente, é vista de quase todo canto de Santiago, e empresta um charme a mais à cidade, meio alpes suíços.

Depois da imagem, surge então a alma do país: o povo. Não tinha tido a oportunidade de conhecer nenhum chileno até então, e fiquei impressionada com sua cordialidade e gentileza. São extremamente simpáticos e educados, têm o espanhol mais claro que já ouvi (consegui me comunicar superbem, entendia TUDO!), são solícitos e muito orgulhosos de seu país: todos têm alguma dica de passeio, lugar para conhecer, comida para experimentar.

plaza

Audição: o que se ouve, em qualquer lugar (especialmente em Santiago), é música pop açucarada, daquelas que eu ouvia muito quando era adolescente. No metrô, nas lojas, nas ruas. Ficamos surpresos quando, num café, na nossa última noite na cidade, tocavam músicas latinas, como Bajofondo. Majoritariamente, o Chile é pop.

Olfato: nas ruas, há carrinhos (como se fossem nossos pipoqueiros) vendendo amêndoas e castanhas confitadas tipo Nutty Bavarian, deixando um cheiro delicioso e doce no ar.

Paladar: Chile, para nós, tem gosto de Pisco Sour. A bebida, tipicamente chilena e indicada por TODOS que cruzaram nosso caminho, é feita à base de um destilado de uva (pisco) e limão, é elegante e servida em taça de champanhe. Refrescante e levinho, dá vontade de beber vários, mas cuidado: sobe muito rápido! Eu, que sou fraquinha para bebida, não precisava de muito para ficar trilili. Tomamos todos os dias, e já estou com saudade!

pisco

O café é caro e ruim, até mesmo o espresso. O único bom que encontramos, segundo o paladar mais apurado de Júlio, foi em um restaurante em Pucón. No restante dos lugares, costuma ser fraco e de não tão boa qualidade.

Comida é cara, e foi responsável pela maior parte de nossos gastos. O país é conhecido pelos seus frutos do mar (como salmão e espécies de mariscos), graças ao Pacífico, mas tem carnes ótimas também. Uma opção é o menú al día, similar ao nosso menu executivo, servido no almoço e que oferece opções de entrada, prato principal, bebida e sobremesa, por um preço convidativo (também em Pucón comemos num restaurante incrível, com comida farta e requintada, que acabou saindo cerca de R$30 por pessoa). Mas um bom jantar dificilmente sai por menos de R$120 o casal (ai!).

O táxi é mais barato que no Brasil (também, onde poderia ser mais caro?! acho um assalto o que cobram aqui!), mas não chega a ser a pechincha que era em Buenos Aires. Aliás, apesar de termos amado lá, dissemos que na Argentina era melhor porque lá a gente era milionário e gastava muito pouco com comida e transporte :p 

azulejo

O serviço não vem incluído na conta. Lá, é chamado de propina ( “no seu país isso é roubo, né?”, disse uma garçonete simpática, fazendo o sinal de roubar com a mão. Fofa!) e é cobrado separadamente.

No Chile não existem universidades públicas, então é possível encontrar estudantes tentando conseguir dinheiro. Nós esbarramos com um vendendo poesia, elogiando o Brasil e indicando o que devíamos conhecer em Santiago. Ajudamos, e fiquei chateada de saber que um país tão rico em cultura e beleza não era capaz de subsidiar a educação superior.

Mas uma coisa que nos chamou muito a atenção foram os perros perdidos: os cachorros espalhados pelas ruas chilenas não têm a malemolência dos nosso vira-latinhas tupiniquins – nossa ginga é substituída por uma carência que dá vontade de pegar no colo, mas não dá: diferentemente dos nossos pequetitos sem-teto, os vira-latas chilenos são cães de grande porte, com pêlo fofo e macio, e olhar triste, triste. Até eu e Júlio, que não somos malucos por cachorros e preferimos gatos, quase trouxemos todos pra casa, tamanho aperto no peito que nos causavam! Era só gritar “perrito!” que eles vinham cheios de amor pra dar, e nos acompanhavam pra todo lado. Ficamos ainda mais amigos deles em Pucón, que era uma cidade bem pequena e trombávamos com os mesmos cães várias vezes. As pessoas até achavam que eram nossos! Júlio disse que quer ficar rico para abrir um controle de zoonose local, tadinhos!

perrito

E essas foram nossas principais impressões do Chile: um país lindo e acolhedor, com um povo muito especial.

Para os próximos textos ficam os passeios, dicas, lugares a conhecer. Aguardem!

 

+ um texto belíssimo da Má, ‘Terremoto e luvas’. Vale o clique! 

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6 Comentários leave one →
  1. Scheyla permalink
    7 julho, 2009 10:27 am

    O Chile é um país que tenho mta vontade de conhecer.. na verdade,tenho vontade é de fazer um mochilão por toda a América do Sul. Legal as impressões!!
    Fiquei com pena dos cahorrinhos..aqui onde moro tbem existem vários nas ruas, e assim como seu namorado, tbem dá vontade de levar todos pra casa hehe

    • nath permalink*
      7 julho, 2009 4:15 pm

      pois é Scheyla, dá MUITA dó deles!
      quase trouxemos todos, juro!
      das 400 fotos que tiramos, acho que umas 100 são dos perros, rs ;]

  2. Marina permalink
    7 julho, 2009 10:45 am

    Quantos posts lindos da viagem, lindeza!
    O blog já virou um dos meus favoritos faz tempo…indico pra todo mundo!
    Vou responder teu email agorinha e adianto: topo! haha!
    Beijo enorme

    • nath permalink*
      7 julho, 2009 4:16 pm

      sempre ótimo ter você por aqui, Má!
      viu que até linkei seu textinho e tudo? : ))
      eba, vou ver seu email e responder!
      ;**

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