Skip to content

uma sala chamada são paulo

9 julho, 2009
tags:

Há exatos dez anos, houve uma grande festa: após um ano e meio de reformas na Estação Júlio Prestes, ela foi reaberta ao público como a Sala São Paulo, nova casa da OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo).

Com muita pompa, tem o requinte dos grandes teatros europeus, controle de umidade e temperatura, e um segredinho à brasileira: placas móveis no teto, que  geram uma dança própria e permitem que a própria sala seja afinada antes do espetáculo.

Mas quem viu primeiro sua inauguração não foi o presidente, o governador ou os figurões importantes: foram os operários que trabalharam na construção e reforma, com muito afinco, durante os 18 meses anteriores. E essa foi a curiosidade que mais me encantou: que eles tenham ganhado um espetáculo só para eles após tanto suor.

sspaulo

A Revista da Folha do último domingo dedicou sua matéria de capa à sala: “10 x 10” conta dez histórias de dez pessoas que têm alguma relação com ela. Está disponível aqui, e vale a pena conferir os relatos emocionantes.

O que mais me chamou a atenção foi o primeiro, de Gaetana Ricco, em que ela diz: “Meu marido dizia que música é um barulho que não incomoda.” Não incomoda mesmo, encanta.

Agora, segue o relato do meu primeiro encontro com a sala, em homenagem aos dez anos de um de nossos mais belos símbolos:

“Era uma tarde fria de junho, em 2007, e uma amiga querida me ligou para convidar para uma apresentação da OSESP na Sala São Paulo. Ela disse que, quando recebeu o par de convites, eu fui a primeira pessoa em quem ela pensou, e eu não poderia ter ficado mais lisonjeada. Não tinha tido a oprotunidade de conhecer lá ainda, e morria de vontade.

Ao chegar lá, dei de cara com o imponente Salão dos Arcos. Tudo era absurdamente grande e lindo, imponente. Eu me sentia um grãozinho perto de tanta beleza, grandeza. Tudo parecia ser assim maiúsculo, para receber um enorme espetáculo.

Ficamos em um dos camarotes, e pude ver uma apresentação ainda regida pelo maestro John Neschling. E entendi de onde vinha sua tão falada ousadia: não era uma apresentação de música clássica como conhecemos, era algo diferente, inesperado, e nem por isso menos bonito ou impactante. Fiquei hipnotizada durante todo o espetáculo, vendo o afinco dos músicos, a dominação do maestro, a afinação dos instrumentos, a paixão presente.

Saí flutuando, encantada, encantada. Uma experiência bela, em todos os sentidos da beleza. Uma noite que me marcou muito e que, se minha amiga não soube exatamente o que significou para mim, deixo aqui registrado: obrigada, amiga. Obrigada.”

 

Sala São Paulo
Estação Júlio Prestes

Anúncios
2 Comentários leave one →
  1. 9 julho, 2009 4:44 pm

    que peninha… a matéria só está disponível para assinantes uol :\
    imagino que a sala seja linda mesmo… já vi na tv!
    quem sabe a gente não vá numa próxima ida minha a sp ;)

    • nath permalink*
      10 julho, 2009 3:27 pm

      poxa, que pena que não está disponível, lindeza!
      vou ver se consigo copiar para cá depois ;*

      ah, e pode deixar que eu levo você lá sim, é muito lindo!
      beijocas,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: