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santiago do chile

13 julho, 2009

Santiago é a capital do Chile. Tínhamos poucas informações a respeito da cidade antes de irmos para lá, por isso enfiamos um guia na mala e tratamos de encher de perguntas os recepcionistas do hotel (que, aliás, foram uns fofos full time).

Como já disse no texto introdutório, a primeira coisa que chama a atenção quando chegamos à cidade é a Cordilheira dos Andes. Como fomos no inverno, ela permaneceu branquinha-branquinha, cheia de neve, especialmente depois de um domingo em que choveu o dia inteirinho – quando chove na cidade, neva na cordilheira. Era como se tivesse sido coberta por açúcar confeiteiro. Linda!  
 

como se fosse um 'pão de açúcar', nhain!

como se fosse um 'pão de açúcar', nhain!

 
A cidade tem cerca de cinco milhões de habitantes, e ‘é formada principalmente por bairros planos e prédios baixos’, de acordo com nosso guia. Ainda nele, diz que dois dias são suficientes por lá, e são mesmo. Na verdade eu senti falta de mais um dia, porque o tempo ruim que pegamos não favoreceu tantos passeios ao ar livre quanto eu queria, mas falo mais sobre isso adiante.
 
Uma amiga tinha me dito que a cidade parecia muito São Paulo, e se parece mesmo. Quando estávamos indo para a rodoviária, de táxi, fiquei impressionada: era como se estivéssemos na Marginal, com as avenidas amplas, muitos carros, prédios iluminados… tinha até uma ponte gêmea da nossa estaiada! Outro traço bem marcante da arquitetura local é o contemporâneo x antigo. Há prédios muito novos e modernosos, que ficam ao lado de outros bem velhos, mas que não criam uma estética feia: deixam a cidade com mais personalidade. Oi São Paulo de novo?
 
Nós ficamos hospedados no Novotel Vitacura, numa área mais nobre da cidade, e ficamos encantados com os arredores: era um bairro de 1º mundo, com ruas amplas e organizadas (com nomes das artes e da literatura, tipo Hamlet e La Gioconda, own!), com prédios baixinhos e fofos, avenidas arborizadas… No centro da avenida em que ficamos, Américo Vespúcio, há lugares para fazer exercício e mini-playgrounds, como se fosse uma Sumaré que acordou rica e bem-nascida. 
 

américo vespúcio encontra a monalisa!

américo vespúcio encontra a monalisa!

 

Passamos um dia passeando pelo centro antigo, que também é parecido com nosso centro velho aqui. Dá para descer numa estação e fazer boa parte do roteiro a pé mesmo, porque o que é mais itneressante fica num circuito compacto. Vale pegar um mapinha reduzido da cidade em algum centro de informações turísticas ou no próprio hotel mesmo, e quebra um supergalho para sair batendo perna por aí. Há muitas construções antigas, praças com eventos populares, lojinhas de artesanatos e coisas do tipo. Vimos o Palacio de la Moneda (que tem uma troca de guarda tipo a do Palácio de Buckingham!), um evento do orgulho gay na movimentadíssima Plaza de Armas (que é o marco-zero da cidade e tem uma catedral belíssima), e todos arredores. O guia indicava almoçar no Mercado Central, que imaginávamos ser como nosso Mercadão, mas nós não assinamos embaixo da indicação: o lugar não é tão grande, o cheiro de peixe beira o insuportável e o asssédio aos turistas é absurdo de incoveniente – entramos por uma porta e saímos pela outra, de tanto que não aguentamos os vendedores tentando adivinhar nossa nacionalidade e nos puxando para comermos em seu recinto.
  
 Quanto ao transporte público, eu bem que queria que São Paulo fosse mais parecida com Santiago: o metrô tem uma malha ferroviária bem mais abrangente que a nossa, e creio que é capaz de pegar quase toda a cidade. Os trens são modernos, eficientes e seguros (apesar de um pouco apertadinhos). Há muitos ônibus circulando também e a frota parece organizada, mas não chegamos a utilizá-los (acabamos usando mais metrô e táxi mesmo). No guia, diz que ‘são baratos, mas evite se não for ficar mais de uma semana: são desconfortáveis, sujos, confusos para quem não conhece e perigosos (raramente param para os pedestres e obedecem a poucas leis de trânsito)’. Ele também diz que a cidade possui mais táxis do que NY, mas que é bom tomar cuidado porque eles podem chegar a cobrar o dobro ou o triplo de estrangeiros (!!!). Isso aconteceu com a gente na última noite, voltando de um jantar, em que o taxista nos cobrou quase o dobro do que o anterior tinha cobrado na ida. Que feio, hein?!

 
Santiago também conta com interessantes parques e museus. Nós fomos no Cerro Santa Lucía, que é um parque com uma vista liiiiinda da cidade. Subir até o miradouro dá uma canseira danada (haja fôlego!), mas super vale a pena! Por causa do tempo ruim, não conseguimos ir ao Cerro San Cristóbal, mas todos dizem que tem vistas incríveis também. Fica pra próxima!  

viejo x nuevo

viejo x nuevo

Outro lugar que não conseguimos visitar foi a casa do Pablo Neruda, transformada em museu, e que fica no boêmio bairro de Bellavista (falarei mais sobre ele no texto sobre onde jantar). Mas, para quem gosta do poeta, creio que deve ser obrigatório (ain, fiquei triste de não ter ido!).

Para compras, há o Shopping Parque Arauco, que ficava próximo ao nosso hotel. O lugar é enorme e tem toda sorte de lojas, tanto as básicas que encontramos por aqui (Nike, Adidas, Zara, L’Occitane etc), como lojas de departamento tipo o falecido Mappin, onde você encontra desde roupas e cosméticos a móveis e eletroeletrônicos (são a Paris, a Ripley e a Falabella). Mas mesmo as lojas que temos no Brasil têm precinhos mais camaradas lá: fiz comparação de preços na Zara e lá era mais vantajoso (alguém esconde o cartão de crédito, por favor?). A Lu Ferreira fez um post bom sobre compras, vale visitar!

E, de mais atraente em Santiago, acho que o básico é isso!

Para outros posts ficam os lugares bacanas para sair à noite e viagens que fizemos pelo país. Aguardem! ; ]

 

 

+ para ler:

TiG, publicitário palmeirense (como eu!) e carismático que fez faculdade comigo está passando uma temporada no país, e criou um blog para contar suas aventuras: de bermuda no chile. Ele escreve de um jeito superfluido e gostoso de ler, e tem vários achados de passeios, lugares bacanas para comer, o que visitar… Recomendado!

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One Comment leave one →
  1. Scheyla permalink
    14 julho, 2009 9:57 am

    Lindona essa foto da cordilheira!
    Uma amiga foi até o Cerro Santa Lucia, me mostrou algumas fotos, ´realmente a vista de lá é maravilhosa.. este lugar já está na minha lista para visitar quando for pra lá.. e a casa de Pablo Neruda tbem.
    Bju

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