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se perder para então se encontrar

16 julho, 2009
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Quando morava em Londres, um dos meus “passeios” favoritos era, num dia de folga, descer em uma estação de metrô e passar o resto do tempo perdida nos arredores. Era capaz de ficar horas e horas caminhando, observando, tirando fotos, aprendendo… e, quando cansava, era só pegar outro metrô ou ônibus de volta pra casa – o transporte público era tão eficiente e organizado que eu jamais me sentia insegura ao fazer isso. Aliás, nesses dias preferia mil vezes os ônibus (se desse pra sentar no andar de cima então, melhor ainda!) – já que não havia pressa alguma, eu queria mesmo era ver a cidade, e não ficar embaixo da terra. Metrô, pra mim, só em dias de correria. Dia de folga e passeio era dia de ver ver ver.

Então, voltando de um exame outro dia, num canto oposto da cidade, peguei um ônibus ‘Ipiranga’ e perguntei se parava em algum metrô próximo, no que o motorista respondeu que sim. Mas, ao chegar à estação, já havia mudado de idéia: estava um dia TÃO lindo de céu azul-brigadeiro que seria um crime ir pra casa me enfiar na frente do computador. Aproveitei o ‘via Museu do Ipiranga’ que aparecia no itinerário e fui é pra lá!

bird

Há dois anos fiz um curso sobre o acervo do Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga*, e me apaixonei perdidamente pelo lugar. O Parque da Independência, que fica em volta do museu, tem jardins imensos e bem cuidados – à la Palácio de Versailles -, fontes de água cristalina que formam um arco-íris contra o céu, um bucólico bosque ao fundo… Um lugar passível de todos os clichês de “jóia rara” e “oásis na cidade”. Por isso não pensei duas vezes antes de ir para lá ao invés de uma estação de metrô qualquer.

Confesso que fiquei meio confusa se estava indo para o lado certo, o cobrador me olhou com deboche perguntando se eu estava perdida, mas nem dei bola: no final deu tudo certo. Já que eu adorava zanzar sem rumo pela Europa, porque não dar uma chance à minha própria cidade, como já até preguei por aí?

Era um dia incrível de inverno, que parecia ter sido feito de propósito: céu de azul-anil profundo e amenos 21ºC. E eu pude aproveitar meu dia de folga curtindo um pouco de ar puro, e uma paz tamanha que mal cabia dentro de mim. Época de férias escolares, crianças andando de patins e triciclo, jovens de skate subindo o asfalto, passarinhos cantarolando nas árvores… e eu toda boboca, maravilhada com o mundo à minha volta.

Claro que se perder em São Paulo exige maiores cuidados e atenção do que na Europa: não dá para ir a qualquer canto sozinha, abusar da sorte e ficar ao-deus-dará. Na dúvida, carregue uma garrafinha de água e não hesite em pegar um táxi. Aí, é só aproveitar!

Terça-feira eu me perdi um pouco pela cidade. Mas, no fim da tarde, o saldo era outro: ganhei o dia! : )

*haverá um post especial só sobre os museus paulistas muito em breve, aguardem!

 

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2 Comentários leave one →
  1. 16 julho, 2009 5:01 pm

    “Terça-feira eu me perdi um pouco pela cidade. Mas, no fim da tarde, o saldo era outro: ganhei o dia!” – frase de redatora publicitária, nath! ehehe adorei ;)

    a foto tb tá liiinda!

    delícia se perder por aí, né?
    sempre faço isso qd viajo tb…
    um dia, dou uma chance de me perder na minha cidade maravihosa!

    :*

    • nath permalink*
      17 julho, 2009 3:23 pm

      ‘redatora publicitária’, ain que chic!
      ainda mais vindo de uma, né? :}

      e a foto foi tirada em granada ;*

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