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riding a bike

17 julho, 2009

Quando morei em Londres, uma das coisas que mais me deixou impressionada foi o uso de bicicletas. Muito utilizadas pelos principalmente jovens, elas são vistas como meio de transporte reconhecido na Europa e não apenas um veículo para passeio. Há boas ciclovias sinalizadas e organizadas ao redor de toda a cidade, cuidado dos motoristas e lugares especiais para deixar sua magrela estacionada quando para num café, vai para a aula, chega ao trabalho ou coisas do tipo.

O pessoal que trabalhava comigo na Jungle usava bastante – lembro que uma vez um deles até comentou comigo que disponibilizavam mapas da cidade especiais para os ciclistas, com as melhores rotas, caminhos e etc. E Nuria, minha companheira de aventuras, também jamais saía de casa sem a sua; e, sempre que íamos jantar à noite, na volta tinha que esperá-la colocar todo o equipamento de luz e sinalização, e preparar a mala, a bike e tudinho tintin-por-tintin para não correr riscos.

Confesso que, levando em conta que o meu transporte semanal saía por cerca de £24, fiquei bastante tentada a comprar uma e me arriscar – fora o exercício físico, sempre vantajoso para quem vive brigando com a balança, néam? Mas, ao me dar conta da atenção redrobada que exigia, não só para pedalar num centro urbano cheio de ônibus e carros mal humorados, mas também com cadeados e segurança, deixei a ideia um pouco de lado (sou meio pateta e as chances de a bicicleta ser roubada na primeira esquina ou eu levar um tombo feio em dois dias eram consideráveis).  

Em São Paulo, por conta do ‘estilo de vida sustentável’, muito em voga ultimamente, está havendo uma movimentação maior de ciclistas, e algumas soluções estão sendo levadas mais a sério pelo governo, como pensar em ciclovias, disponibilizar bicicletas para aluguel em estações de metrô etc. Comparando com as cidades européias, ainda estamos engatinhando no assunto, mas já é um começo.

pedalando um arco-íris em barcelona

pedalando um arco-íris em barcelona

 

Já vi várias matérias em que repórteres toparam deixar o carro na garagem um dia para ir de bike, e contaram suas experiências depois, sempre positivas. Uma vez também vi uma reportagem na tevê em que fizeram um trajeto x com vários tipos de transporte, entre eles a bicicleta, para ver qual era o mais rápido. Adivinhem quem ganhou?

Se eu morasse mais perto dos lugares que frequento, com certeza consideraria, já que sou curiosa por natureza e adoro utilizar meios de transporte que me possibilitem o exercício da observação ao redor. Fora o lado lúdico, de resgatarmos nosso ‘mini-eu’ escondido aqui dentro e brincar e pedalar por aí.

Afinal, dizem que andar de bicicleta é aquela coisa: a gente nunca esquece. E é muito mais divertido que ficar trancado na academia fazendo aula de spinning (rá!). Que tal tentar?

 

+ para ler (e inspirar!)

10 grandes roteiros para fazer de bicileta, segundo o jornal britânico The Guardian

‘Pioneiros do cicloturismo’, da última edição da Vida Simples

uma iniciativa bacana da TopShop para deixar as ciclistas mais estilosas (eee!)

‘b-i-c-i-c-l-e-t-a’, das queridas Oficinas, com looks fofos para não perder o charme e o rebolado pedalando : )

‘me & my bike’, da Garance Doré, com as ciclistas mais lhindas de Amsterdam!

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4 Comentários leave one →
  1. Scheyla permalink
    18 julho, 2009 8:48 pm

    Eu adoro andar de bike, aproveito que não moro em cidade grande (por enquanto), pra sair por aí pedalando, indo de bike onde dá.. tbem gostei do seu post anterior, sobre “se perder”.. poxa, já fiz isso várias vezes, inclusive tinha determinadas ruas que eu sempre queria conhecer, esses dias atrás tirei um tempo pra dar umas voltas e enfim ir.. mto bom!!
    Bom findi =)

    • nath permalink*
      20 julho, 2009 12:51 pm

      ain Scheyla, que invejinha de saber que você pode sair por aí de bike, livre, leve e solta!
      um dia ainda chego nessa qualidade de vida! ;]

  2. mmurtas permalink
    19 julho, 2009 4:05 am

    É, aqui no vila Madalena já tem o sistema de aluguel de bike. Bem interessante a proposta, por sinal.
    O meio complicado em São Paulo esbarra bem no que você falou, sobre falta de ciclovias, e na falta de hábito dos motoristas a dividirem espaço com ciclistas.
    Enquanto isso faço a minha parte deixando o carro na garagem para utilizar transporte público durante a semana eheheh.

    • nath permalink*
      20 julho, 2009 12:52 pm

      pois é, eu também!
      pego carro só de fds, e durante a semana só transporte público…
      parece pouco, mas já fazemos alguma coisa, né? :}

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