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noches chilenas

30 julho, 2009

Santiago não tem uma noite das mais agitadas. O guia que havíamos comprado dizia que os chilenos não têm o hábito de sair para jantar e, quando o fazem, é mais de sexta a domingo (e mesmo aos domingos as coisas costumam fechar cedo). Isso para paulistanos-da-gema chega a ser quase um sacrilégio, visto que na terra da garoa qualquer desculpa é válida para fazer uma boquinha fora de casa e experimentar um restaurante novo, não importando o dia da semana ou o horário.

Logo no nosso primeiro dia lá pedimos indicação aos recepcionistas do hotel, e nos informaram que havia um boulevard a algumas quadras de lá, uma espécie de pracinha cheia de restaurantes charmosos. Quando saem, os chilenos costumam jantar tarde, mas como havíamos passado o dia entre aviões e aeroportos, era menos de 21h e já estávamos loucos atrás de uma comida decente. E achamos!
 
Todos os restaurantes do boulevard ainda estavam vazios por causa do horário, então ficamos um pouco receosos, mas eis que um nos ganhou pela simpatia: Enrique, do Mancini, nos viu meio perdidos e começou a puxar papo, e nos chamou para conhecer seu estabelecimento. Um tipo supercarismático, gerente/dono do restaurante, que fez questão de nos mostrar todas as especialidades do cardápio e da comida chilena, além de se sentar conosco para contar todos os lugares que deveríamos conhecer no país (hábito que, conforme comprovamos depois, todos os chilenos têm. Fofos!)
 
Foi ele que nos apresentou o pisco sour (imbatível!) e as machas (espécies de marisco marinada no vinho branco com parmesão, hmm!). O ambiente era aconchegante, a decoração contemporânea e sofisticada, a música ótima, o serviço atenciosíssimo (os garçons eram um doce)… e ainda tinha o Enrique que, como já disse, foi uma atração à parte: nos recebeu como se fôssemos amigos conhecendo a sua casa, de uma hospitalidade e educação impecáveis. E de sobremesa ele nos sugeriu o budín de dulce de leche, um tipo de petit gatêau que era de comer de joelhos!
 
O preço não era super em conta, mas valeu cada centavo: saiu cerca de R$120 o casal, incluindo vinho e o melhor jantar de boas-vindas que poderíamos ter! : ) 

 

budín de dulce de leche, muy rico!

budín de dulce de leche, muy rico!

Já no domingo, ao questionarmos quais os lugares mais bacanas para conhecer a ‘vida noturna chilena’, os recepcionistas nos sugeriram dois: Borde Rio e Bellavista. Mas, por ser domingo, disseram que encontraríamos mais coisas abertas no Borde Rio (domingo deveria estar tudo aberto, não?! é fim de semana!)

Como era aniversário de Júlio, acabamos indo ao Borde Rio, um complexo gastronômico que fica no bairro de Las Condes e tem esse nome por estar às margens do Rio Mapocho. Uma espécie de vilinha onde se é possível encontrar vários tipos de culinária: italiana, chilena, polinésia. Fomos em um chileno mais tradicionalzão mesmo, El Ampero, sugestão do taxista (não achei NENHUMA referência no google!). O ambiente era mais família e, como a maioria dos chilenos, o garçom foi supersimpático e atencioso, fez piadinhas, tirou fotos. O couvert trazia pães quentinhos com manteiga e comemos uma carne de panela increíble, cozida no merlot. Uma maneira agradável de comemorar o cumpleaños

 

pisco sour, siempre!

pisco sour, siempre!

Deixamos para conhecer a famosa Bellavista no fim da semana, quando voltamos a Santiago, na nossa última noite lá. Por ser sexta-feira, foi uma ótima oportunidade para ver como se comporta o bairro boêmio no início de um fim de semana.

A região, morada de Pablo Neruda, é como se fosse uma Vila Madalena local, e é dividida em duas principais ruas: a Construción e a Pio Nono, além do Pátio Bellavista.

A Construción concentra os bons restaurantes locais, frequentados principalmente por casais e famílias, e com opções mais salgadas nos preços. A Pio Nono, apesar de ficar a apenas uma quadra de distância, tem uma atmosfera completamente distinta: é a rua dos bares e baladas, recheada de jovens universitários, opções mais em conta de beliscos e cerveja barata (1L sai por cerca de U$2). Entre as duas há o Pátio Bellavista, bem movimentado e com várias opções de comidas, bebidas e artesanato local. Nós acabamos comendo num café por lá, que não tinha nenhum charme em especial, a não ser os preços convidativos e a gostosa música latina (um dos poucos lugares que conhecemos que não tocava música pop estilo as-sete-melhores-da-pan). Bellavista vale a visita, acho que dá para sentir um pouco da ‘alma chilena’.

Mancini Ristorante
Paseo el Mañío, 1632 – Vitacura | Santiago

El Ampero
Borde Rio – Barrio Las Condes | Santiago

Pátio Bellavista e Calles Construción y Pio Nono
Barrio Bellavista | Santiago 

 

 

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  1. pucón « gps: i love you

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