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pucón

10 agosto, 2009

“A natureza foi bondosa com PUCÓN. Todo ano, milhares de pessoas vão a ela para subir o Volcán Villarrica, andar a cavalo pelas encostas do vulcão, no Parque Nacional Villarrica, fazer canoagem nas corredeiras do rio Trancura, caminhar pelas florestas mais afastadas do Parque Nacional Huerquehue, pescar nos rios cristalinos ou se banhar nas diversas estações termais à volta da cidade”
(do guia Rough Guide, Chile)

Pucón é uma cidadezinha localizada no sul do Chile. Eu tinha ouvido falar um pouco do lugar, até a Lu Ferreira ir e me deixar louca de vontade de conhecer. Como estávamos planejando ficar quase dez dias no país, achei que seria uma boa idéia ficarmos um pouco em Santiago e viajarmos o restante do tempo para o sul, para conhecermos mais lugares característicos, que tivessem um DNA mais chileno e que fugissem um pouquinho do clima cosmopolita da capital.

Pedi umas dicas à própria Lu, que foi uma fofa e nos deu boas sugestões: achar um hotel perto da Av. B. O’Higgins, a principal da cidade, ir ao vulcão, a uma terma, e passar um dia mais tranquilo na cidade, fazendo passeio de barco no lago e visitando a praia de areia preta. Ela também me contou que havia várias agências nessa avenida principal, e que valia muito a pena negociar, que os preços caíam MESMO (fica a dica!).

Depois de pesquisar bastante, acabei achando uma pousada superfofa a um quarteirão da O’Higgins, chamada Geronimo. Júlio ficou resistente no início, achando que ela parecia pobrinha, mas no fim acabou vencido pelo cansaço (eu também não estava no escuro, néam? tinha visto críticas boas no Lonely Planet e no Trip Advisor, e olha que os viajantes costumam ser bem cricris!). Depois ele deu o braço a torcer e reconheceu que eu fiz uma boa escolha, e aproveito aqui para deixar o lugar mais do que recomendado: a pousada é muito acolhedora, tudo é bonitinho e bem cuidado, tem tevê a cabo (com mil canais, incluindo globo internacional e tudo!), aquecedor, lareira na sala de estar, computador com internet livre, um mini bar… enfim, o mínimo necessário para uma estadia confortável e aconchegante.

Administrada pela simpática Johana (que tem uma filha recém-casada com um gaúcho!), tem serviço gentil e o atencioso Mauricio, funcionário dedicado que prepara um café da manhã delicioso para os hóspedes assim que acordam (com huevitos, pão quentinho e suco fresco, fofo!). As tarifas não são baratésimas, mas são bem ok, se comparadas com grandes hotéis: pagamos cerca de R$150 a diária do casal, no melhor quarto da casa, com varanda e vista para o vulcão.

grão de areia preta

areia preta

Mas o vulcão… bem, esse ficou restrito ao Google Earth. Infelizmente pegamos uma semana de tempo bem ruim no país: no dia em que chegamos, choveu torrencialmente o tempo todo, impeditivo até para sair do quarto, então aproveitamos para colocar o sono em dia. No restante do tempo em que ficamos na cidade (três dias no total) o tempo ficou chuvoso ou encoberto, e tão fechado que não dava para ver o tal vulcão nem de longe (!!). Por isso não conseguimos fazer o passeio até lá nem ir às termas – a maioria delas é aberta e não estávamos na vibe de enfrentar o frio cortante de maiô! Mas uma dica que o simpático Enrique, do Mancini de Santiago, nos deu, foi para visitarmos as Termas Geométricas: ele disse que era o melhor passeio que poderíamos fazer por lá (se alguém puder ir, depois me conta!).

Já os passeios sugeridos que conseguimos fazer foram conhecer a praia de areia preta, chamada Playa Grande (que, apesar de parecer areia, é como se fosse um tipo de cascalho beem fininho) e a marina dos barcos, que fica na outra praia da cidade, La Poza. São lugares bem diferentes e bonitos, que valem a pena. A cidade é super pequeninha e em menos de uma hora conseguimos conhecer tudo a pé (com um perro muito simpático que nos acompanhou o trajeto todo). Achei que ela tem um clima muito de cidade de inverno, com casinhas características e vegetação amarelada, mas, de acordo o que nos foi informado, a tal praia de areia preta é uma espécie de balneário local, e a cidade fica mesmo superlotada e badalada durante o verão: fecham as ruas, há mointa gente circulando e carros abertos com som alto (tá, esse último não me contaram e eu imaginei, baseada no verão do litoral paulista, haha).

Como o tempo não colaborou e o sol mal deu as caras, um passeio que acabamos fazendo foi ao cassino: eu nunca tinha entrado em um e, se você estiver numa vibe Amaury Jr. (nós estávamos! haha) e a fim de um passatempo indoors, é diversão garantida! A entrada, permitida apenas para maiores de 18 anos (eu sei porque me pediram RG!), custa 500 pesos chilenos (cerca de R$2), e você pode tentar a sorte nas muitas máquinas espalhadas. Como nós temos sorte no amor e não no jogo (rá!), não saímos milionários, mas até que ganhamos uns troquinhos e no final quase ficou elas por elas.

marina

Pucón tem ruas simétricas, movimentadas e arborizadas, com lojas, restaurantes e cafés. O povo é bastante atencioso, e o artesanato local é o mapuche.

Já na nossa primeira refeição descobrimos o restaurante que se tornou top favorito (comemos umas duas ou três vezes lá!): o Trawen (Av. O’Higgins, 311) tem a decoração cheia de personalidade, que remete a uma taverna mais moderninha. A comida é de veg-friendly e de ótima qualidade (pimenta fresca, azeite bom, pães integrais, ingredientes orgânicos), o serviço é supersimpático, a música é agradável… e tem uma lareira com sofá no canto, onde dá vontade de se jogar a tarde toda para ler o jornal! Em cima tem uma área mais reservada para grupos maiores, que deve ser ótima para quando estamos com amigos. Os preços não são muito em conta, mas mantêm a média do restante do Chile. Super recomendo!

Outro bom achado foi o Il Fiore (Av. O’Higgins, 291), onde aproveitamos o menú al día num almoço: como citei anteriormente, é uma espécie de menu executivo local e que sai com preços bem convidativos: comemos super bem (entrada de salada fresquinha, uma taça de vinho, um prato de carne com batatas e uma ótima sobremesa) por cerca de R$30 por pessoa! O ambiente é mais sofisticado e contemporâneo, mas o serviço foi igualmente gentil. Ótima escolha!

No final, vieram com a gente um montão de lembranças boas, de um povo gentil e de uma cidadezinha fofa que eu tomei como minha por alguns dias. E ficou a vontade de experimentar a cidade no verão, como nos cartões postais espalhados pelas lojinhas de souvenirs: cheia de flores coloridas e com um vulcão lindo e fumegante ao fundo. 

 

+ informações:

site oficial da cidade

‘roteiros de 1ºC a 15ºC’, da Folha

‘Chile: aos pés do vulcão’, da Revista da Folha

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