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ecoturismo

22 setembro, 2009

scheyla

E hoje nossa sessão de ‘amigos viajantes e viajados’ tem o prazer de receber a primeira colaboração de uma leitora!

Scheyla Brustolim é uma leitora querida lá do sul, que acompanha o blog desde o comecinho. Ela tem 26 anos, é paranaense de Guarapuava mas atualmente mora em Santa Catarina. Turismóloga, pretende fazer pós em algo relacionado a sustentabilidade ou Ecoturismo, mas deixa bem claro que não é ecochata!

Adora fazer trilhas, montanhismo, e entre os planos está pular de parapente assim que der, fazer rapel em cachoeira, um mochilão pela América do Sul, e, quem sabe mais no futuro, sair por aí com um 4X4 em algum projeto pelo Brasil, conhecendo os Parques Nacionais, vilarejos… um sonho que eu amei e espero que dê muito certo!

Ela ama animais, viajar, conhecer novos lugares, ficar com a família e fazer novas amizades. E deixa bem claro que, apesar de o textinho ser sobre montanhas, ela também AMA praia!

Eu pedi para ela nos escrever um pouquinho sobre ECOTURISMO, um tema que, apesar de achar super interessante, manjo muito pouco (shame on me!). Adorei entrar um pouco nesse mundo, espero que vocês também!

“Minha paixão por ecoturismo e trilhas começou uns três anos atrás, quando no meu estágio da faculdade fiz uma subida ao Monte Crista. Na época não tinha muito preparo físico, penei, fiquei toda dolorida depois, mas valeu a pena e só atiçou o bichinho da aventura a querer cada vez mais. 

Essa montanha é uma das mais visitadas pelos montanhistas da região de Garuva/ Joinville. Possui um visual MARA (a região dos campos do Quiriri, a Baía da Babitonga e as cidades de Joinville, Garuva, Itapoá, São Francisco e Caiobá), além de estar envolta em lendas e toda uma aura zen. Fica na cidade de Garuva, norte catarinense, e o nome deriva do formato da montanha, lembrando uma crista. O caminho é feito na maior parte por escadarias de pedras, antigamente uma trilha indígena no séc. XIX que servia de acesso para o Planalto Norte de Santa Catarina.

Várias lendas cercam o local, como tesouros enterrados e que, se não for o momento apropriado de subir a montanha, o caminho simplesmente desaparece em meio à bruma. Quase no cume há uma formação rochosa chamada de Guardião, Vigia ou Homem Sentado, pelo formato que aparenta quando vista de longe.

visão do monte crista

visão do monte crista

No final da trilha, antes de montarmos o acampamento, ainda tomamos um banho delicioso nas cachoeiras do Rio Três Barras.  Na volta, pegamos chuva em um dos trechos mais famosos, a “Saboneteira”, que em si já é escorregadio, e com a chuva, ficou impossível não servir de cenário para muitos tombos e risadas.

A trilha é pesada, aproximadamente 10 km quase só de subida, sendo que a altitude de aproximadamente 967m – levamos 6 horas para chegar até a cachoeira, depois de já ter visitado o cume.

A sensação de ter vencido o desafio, e ter a merecida recompensa no final, curtindo aquele visual incrível, o ar puro da montanha, a fauna e flora do local, é maravilhosa!! 

Como chegar: Acesso pela BR 101, na entrada para a Pousada Monte Crista Ashram. Fomos (muito bem) guiados pelo Romano, da pousada. Ele já perdeu a conta de quantas vezes subiu o Crista, inclusive levando um casal de velhinhos para comemorar 80 e poucos anos de idade lá!! É assim que quero chegar aos meus 80 também  =)

Mais informações: MonteCrista.org  

casa ipiranga

casa ipiranga

Depois dessa aventura, fiz algumas caminhadas pela região mesmo, nada muito radical, até que este ano conheci o grupo Pegadas, de Curitiba. Então fiz com eles o Caminho do Itupava, que também que estava cobiçando fazer há um tempinho.

Este caminho desce a serra do Mar Paranaense, indo desde Quatro Barras até Porto de Cima, em Morretes, sendo alguns trechos também em pedras, assim como o Monte Crista, e algumas vezes cruzando a estrada de ferro Curitiba-Paranaguá. Do início da trilha vimos o Anhangava e o Pão de Ló, duas montanhas da região. Depois de algumas horas de caminhada, chegamos à Casa Ipiranga, onde seguindo um pouco pelos trilhos chega-se a uma roda d’água e uma cachoeirinha no Rio Ipiranga. Seguindo a trilha, depois de muitas subidas e descidas e lama, chegamos à passagem do Cadeado, e logo depois a uma parte bem trash, com escadarias de ferro e uma pirambeira cheia de raízes. Cruzamos a ferrovia novamente e chegamos ao Santuário do Cadeado. De lá temos uma visão incrível do Marumbi, pico muito famoso do estado, e que estou me preparando pra subir (2010 que me aguarde!!).

A caminhada termina na estradinha que vai para a estação Engenheiro Lange ou para o Posto do Instituto Ambiental do Paraná.

Mais informações:

Itupava + localização

Faça Trilha

 

marumbi

marumbi

A última aventura foi nas montanhas Tucum e o Camapuã, na serra do Ibitiraquire (PR), também com o Pegadas. Começamos a trilha a partir da Fazenda da Bolinha, em Campina Grande do Sul, e a primeira parte da trilha é feita em Mata Atlântica, onde pode-se observar a fauna e flora locais, destacando-se uma árvore enorme, imponente, com uma separação no meio como se estivesse rachada. A segunda parte é feita em campo aberto, onde começamos a subir uma rampa em direção ao Camapuã, a primeira montanha a conquistar. Esse trecho é cansativo, pois subimos, subimos, subimos e parece que nunca chega. Depois da chegada ao Camapuã, descemos um vale para então começar a subir o Tucum.

Essa primeira visão do Tucum foi assustadora, pois ele estava à nossa frente imponente, ventava MUITO, já estávamos cansados da rampa do Camapuã, mas nem pensar em desistir!!

A vista de lá é simplesmente maravilhosa, pode-se ver a Represa do Capivari, as diversas montanhas da serra do Ibitiraquire, como Ciririca, Agudo da Cotia e o Pico Paraná, esse último o maior da região sul do Brasil. Pena que no dia em que subimos o tempo estava encoberto, então não pudemos desfrutar desse visual…  Mais um motivo para voltar lá em um dia de sol e tempo limpo. Assinamos o livro do cume, fizemos um lanchinho e descemos novamente. Após chegarmos à fazenda da Bolinha, ainda ganhamos um café quentinho, recompensa pelo frio e cansaço da subida.

Voltei pra Santa Catarina totalmente revigorada!! Certas coisas não têm preço…

Mais detalhes aqui e aqui 

rampa no camapuã

rampa no camapuã

Enfim, curtir a natureza e praticar esportes radicais virou uma paixão, um estilo de vida. Enfrentar os desafios e passar por perrengues, mas depois ter um visual recompensador e ver que se é capaz de muitas coisas é fantástico, dá um ânimo danado para enfrentar a rotina estressante. E, para terminar, deixo a frase de Reinhold Messner, grande montanhista, considerado por muitos como um dos melhores:

‘Os dias que os homens passam nas montanhas são os dias em que realmente vivem, quando as cabeças se limpam de teias de aranhas e o sangue corre com força nas veias; quando os cinco sentidos cobram vitalidade e o homem completo se torna mais sensível, podendo, assim, ouvir as vozes da natureza e ver as belezas que só estavam ao alcance dos mais ousados.’ “

 

Queria deixar um beijo especial para a querida Scheyla, que nos proporcionou essa experiência tão rica e cheia de novos horizontes. Até eu, que sou uma ‘big city gal’, fiquei com vontade de pegar uma mochila e me aventurar por aí. Vambora?!

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2 Comentários leave one →
  1. Scheyla permalink
    24 setembro, 2009 9:40 am

    Adorei escrever o texto para o blog Nath!
    Valeuss!
    bju

  2. 20 fevereiro, 2010 7:12 pm

    ola galera quero faze aventura e nao tenho ninguem que me ajude pois eu nao conheco quatro barras, serra da graciosa, outros gostaria que voces entrassem em contato comigo, pois sou um aventureiro, esta no meu sangue………………
    meu tel sao
    41 36213033 92525489

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